Boca do mundo
Lírios coloridos
Em perfeita harmonia
Pássaros cantando
Um soneto de melodia
Uma ode para o amor
Em declaração sutil
Declaração de paz
Pela boca do fuzil
Quem que caiu
Por falsidade a traição
Irmãos simples cordeiros
Amigos da opressão
Veste a camisa em lado oposto
Lavam suas mãos lavam seus rostos
Verdadeiros traidores
Vendendo falsos valores
Domados e domadores
Um circulo dos horrores
Adorando seus senhores
Socializo meus valores
Distribuo meus amores
Em lindos versos com flores
Sem esquecer nossas dores
Um espinho em cada verso
Um alento, um acalanto
Uma declaração de culpa
Pois não nasci pra ser santo
E quantos que julgam que se julgam
Salvadores da nação
Quantos vendidos por migalhas
Num mar de desilusão
Ergo as mãos peço Axé
Sigo firme na fé
Na encruzilhada a boca do mundo
Exu que me guia me mantém em pé
Velas oração
Ebó pra proteção
Quantos são os caminhos
Em meio essa imensidão
Falta de amor quem prevalece
Rancor que nos envelhece
Nosso povo marionete
Sem estudo se empobrece
Chibateia os próprios seus
Se acorrenta em erros seus
Se amordaça
Usa a fala do caçador
Mesmo ainda sendo a caça
Rasga a carta do tratado
Que não traz dignidade
Erga o punho em prol da luta
Tributo a ancestralidade
Então trema a casa Grande
Pois a luta é quilombola
Trilhando um bom caminho
Escrevendo nossa história
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
terça-feira, 19 de setembro de 2017
O Samba merece respeito, faz parte das nossas Raizes
Se o Samba é de Raiz
Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba
Meu samba não anda em Ré
Só Fá la em tom Maior
Meu samba traz
A força e a coragem
De quem luta pra melhor
Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba
Meu samba é do pé do Morro
Meu samba é partido alto
Meu samba tem a força e o swing
De dona Edith do Prato
Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba
Meu samba remete ao passado
Herança dos ancestrais
Meu samba pode ser canção
Ser samba de breque
E até muito mais
Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba
Meu samba não anda em Ré
Só Fá la em tom Maior
Meu samba traz
A força e a coragem
De quem luta pra melhor
Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba
Meu samba é do pé do Morro
Meu samba é partido alto
Meu samba tem a força e o swing
De dona Edith do Prato
Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba
Meu samba remete ao passado
Herança dos ancestrais
Meu samba pode ser canção
Ser samba de breque
E até muito mais
sábado, 20 de maio de 2017
Cordel
A impressora quebrada e o pen drive
desaparecido
Vou lhe narrar um fato
Que se deu a pouco tempo
Tentarei ser detalhista
Em todo meu argumento
Para que você conheça
Todo o meu sofrimento
E entenda a aflição
Que senti naquele momento
Por conta de um tal pen drive
E seu desaparecimento
Escritor e cordelista
fazendo minha produção
meu tormento começou
Na hora da impressão
pois a minha impressora
Não funcionava mais não
Não puxava o sulfite
E só fazia um barulhão
Agora voces entendam
meu suplício e aflição
Continuando essa prosa
desse pen drive sumido
Procurei por toda a casa
Sem nem encontrar vestígio
Pensei em colar cartazes
Do tal desaparecido
Será que foi sequestrado
Por um malvado bandido
Quem souber mande notícia
Pra esse amargurado amigo
Não podendo eu trabalhar
Com a impressora quebrada
Resolvi assistir um filme
Na sala da minha casa
Mas o bendito pen drive
Esse ninguém encontrava
Procurei por todo o canto
E nem vestigio de nada
Sem contar o outro problema
Da impressora quebrada
Minha mulher veio pra perto
Tentando me acalmar
A mesma se prontificou
A ajudar a procurar
Mas por mais que procurasse
Nada da gente o encontrar
Sem contar o tec tec tetec tec
Da impressora a importunar
Um barulho muito chato
Chegando a me azucrinar
A essa altura acreditem
Eu ja tinha desistido
Resolvi largar de mão
O tal desaparecido
Esse assunto do pen drive
Foi dado por esquecido
Pois rodei a casa toda
E nada desse sumido
Melhor arquivar o assunto
Um caso não resolvido
E foi então que. eu pensei
Em buscar paz e sossego
Pois perdi um dia inteiro
Nesse meu desassossego
sem o filme pra assistir
no meu lar meu aconchego
Saboreando uma pipoca
E uma limonada com gelo
Fui mexer na impressora
Recomeçou o meu tormento
Ai então meus camaradas
foi pior que a encomenda
Pois troquei quatro por três
Espero que tu me entenda
E consiga me ajudar
Nessa mais nova contenda
Pra por fim nesse embaraço
E resolver meu problema
Um pen drive desaparecido
E uma impressora capenga
O dia foi se terminando
E a noite ja se chegava
Eu querendo ir trabalhar
E essa impressora nada
Não dava sinal de vida
Pra imprimir a papelada
Será que é caso pra reza
Em casa mal assombrada
Ou o moleque Saci Pererê
Aprontando uma presepada
Valei-me oh meu protetor
Não me desampare agora
Se for casa assombrada
Me retiro e vou embora
Pois não quero por minha mão
Nessa caixa de Pandora
Vela branca e uma reza
Pra esse mal sair pra fora
Se for ser de outro mundo
Que se vire e vá se embora
Depois de eu tanto mexer
Nessa dita impressora
Eu Mexia e revirava
E ela não ficava boa
Cansado desse enrosco
Que eu Tive uma ideia boa
Vou levar essa danada
Onde conserta impressora
Então levei o aparelho
Pra quem tivesse a mão boa
Eu La chegando começou
De novo o meu desatino
Mexe revira e mexe
Solta pino aperta pino
Nem o moço dava conta
De resolver esse pepino
Ele mesmo ja estava
Entrando em desalinho
Sem resolver a peleja
Já Chorava igual menino
Foi depois de algum tempo
Que se deu por encerrado
Sem precisar de exorcismo
Pra esse enrosco danado
Onde o assunto impressora
Foi resolvido e sanado
Você pode até achar
Esse assunto engraçado
Pois foi dentro da impressora
Que o pen drive foi achado.
Vou lhe narrar um fato
Que se deu a pouco tempo
Tentarei ser detalhista
Em todo meu argumento
Para que você conheça
Todo o meu sofrimento
E entenda a aflição
Que senti naquele momento
Por conta de um tal pen drive
E seu desaparecimento
Escritor e cordelista
fazendo minha produção
meu tormento começou
Na hora da impressão
pois a minha impressora
Não funcionava mais não
Não puxava o sulfite
E só fazia um barulhão
Agora voces entendam
meu suplício e aflição
Continuando essa prosa
desse pen drive sumido
Procurei por toda a casa
Sem nem encontrar vestígio
Pensei em colar cartazes
Do tal desaparecido
Será que foi sequestrado
Por um malvado bandido
Quem souber mande notícia
Pra esse amargurado amigo
Não podendo eu trabalhar
Com a impressora quebrada
Resolvi assistir um filme
Na sala da minha casa
Mas o bendito pen drive
Esse ninguém encontrava
Procurei por todo o canto
E nem vestigio de nada
Sem contar o outro problema
Da impressora quebrada
Minha mulher veio pra perto
Tentando me acalmar
A mesma se prontificou
A ajudar a procurar
Mas por mais que procurasse
Nada da gente o encontrar
Sem contar o tec tec tetec tec
Da impressora a importunar
Um barulho muito chato
Chegando a me azucrinar
A essa altura acreditem
Eu ja tinha desistido
Resolvi largar de mão
O tal desaparecido
Esse assunto do pen drive
Foi dado por esquecido
Pois rodei a casa toda
E nada desse sumido
Melhor arquivar o assunto
Um caso não resolvido
E foi então que. eu pensei
Em buscar paz e sossego
Pois perdi um dia inteiro
Nesse meu desassossego
sem o filme pra assistir
no meu lar meu aconchego
Saboreando uma pipoca
E uma limonada com gelo
Fui mexer na impressora
Recomeçou o meu tormento
Ai então meus camaradas
foi pior que a encomenda
Pois troquei quatro por três
Espero que tu me entenda
E consiga me ajudar
Nessa mais nova contenda
Pra por fim nesse embaraço
E resolver meu problema
Um pen drive desaparecido
E uma impressora capenga
O dia foi se terminando
E a noite ja se chegava
Eu querendo ir trabalhar
E essa impressora nada
Não dava sinal de vida
Pra imprimir a papelada
Será que é caso pra reza
Em casa mal assombrada
Ou o moleque Saci Pererê
Aprontando uma presepada
Valei-me oh meu protetor
Não me desampare agora
Se for casa assombrada
Me retiro e vou embora
Pois não quero por minha mão
Nessa caixa de Pandora
Vela branca e uma reza
Pra esse mal sair pra fora
Se for ser de outro mundo
Que se vire e vá se embora
Depois de eu tanto mexer
Nessa dita impressora
Eu Mexia e revirava
E ela não ficava boa
Cansado desse enrosco
Que eu Tive uma ideia boa
Vou levar essa danada
Onde conserta impressora
Então levei o aparelho
Pra quem tivesse a mão boa
Eu La chegando começou
De novo o meu desatino
Mexe revira e mexe
Solta pino aperta pino
Nem o moço dava conta
De resolver esse pepino
Ele mesmo ja estava
Entrando em desalinho
Sem resolver a peleja
Já Chorava igual menino
Foi depois de algum tempo
Que se deu por encerrado
Sem precisar de exorcismo
Pra esse enrosco danado
Onde o assunto impressora
Foi resolvido e sanado
Você pode até achar
Esse assunto engraçado
Pois foi dentro da impressora
Que o pen drive foi achado.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Poesia infantil
Soneto do
menino arteiro
Na floresta tem um menino
Que é mesmo muito arteiro
Tem uma perna só,usa um gorro vermelho
Gosta de fumo de corda
E é mesmo bem levado
Uma diversão pra ele ,é trançar crina de cavalo
Quem na mata for entrar
Dele não pode esquecer
Leve um pedaço de fumo
Para não se arrepender
Assim como a curupira
O seu dever é os animais proteger
Faz parte do nosso folclore
Seu nome é Saci Pererê.
sábado, 6 de maio de 2017
Poesia infantil
Pérola
negra
Menina preta magrela
Do cabelo pixaim
Maltratada na escola
Sem entender direito
O porquê
Humilhada a todo instante
Sem saber se defender
De nome de jóia rara
Não conseguia entender
Como ela, uma pretinha
Teria nome tão rico
Se as pérolas do mar
São brancas
E ela que se sentia um bicho esquisito
Então sua mãe lhe chamou
Para lhe explicar esse fato
Que realmente as pérolas
São brancas
Más existe um momento mágico,
Sublime, um tanto raro
Que entre as pérolas das ostras
Nasce uma diferente
Não é mais feia que as outras
E sim bem valorizada
Essa é a pérola preta
Por muitos cobiçada
Então sua mãe lhe disse:
Não me importa
O que se fala
Para mim você é,
Essa pérola bem rara
Sua história tem encanto
Tem reis rainhas princesas
Tem mulheres de valor
Nosso povo tem beleza
Então a menina entendeu
Tudo o que a mãe ensinou
E descobriu que nesse mundo
Cada
um tem o seu valor
Uma poesia em homenagem à luta contra a escravidão em terras caiçaras
Quilombos Caiçara
Enquanto a
luta persiste
Jabaquara
existe
No coração
guerreiro
De quem não
desiste
Homens,
mulheres
Punhos em
riste
No coração
ferido
Um sorriso
triste
Na lembrança
de Lacerda
A luta pela
igualdade
Em terras
caiçaras
O coração da
liberdade
Antes da tão
famosa e sonhada
Assinatura
da Lei Aurea
A luta
abolicionista
No reduto
Jabaquara
Ganhou força
Emancipadora
De Cubatão ao sopé do
Monte Serrat
Pai Felipe
anunciava
Liberdade
vai chegar
Entre os
toques dos tambores
Resistência
cultural
Tornando Pai
Felipe
Rei
batuqueiro do litoral
Ainda
seguindo na luta
Em prol da
libertação
Na Ponta da
Praia o quilombo
Conhecido
Santos Garrafão
Trago um
verso
Marcado de
luta
Ai daqueles
que falam que não
Desconhecem
que as terras Caiçaras
Foram
berço de libertação
sexta-feira, 5 de maio de 2017
8 de 3
Tem dias que prefiro
O silêncio e a solidão
Em outros não
Quero o calor e o aconchego
Um abraço um doce beijo
Verdadeiro,
Não quero ao meu lado
Alguns que se vendem
Por 30 dinheiros
Enquanto observa
O povo na angústia
Sofrendo morrendo
Me avise
Quando casas
Não forem marquises
Me mostra
O sorriso da paz
Se é que ela não está morta
O frio nem sempre
Vai bater na porta
Acorda
Que a corda
Sempre arrebenta
Do lado mais fraco.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Poesia em homenagem ao hip hop, respeitando a essência sem passado não existe história, obrigado a todos que vieram antes de mim construindo o chão que hoje eu piso
Sou
Sem passado
pode crer
Não
existiria história
Respeita os
cara da antiga
Os que tão
chegando agora
Eu sou o
velho em nova fase
Renovado a
cada dia
Sou os beat
das antiga
Fazendo sua
alegria
Eu sou Kool
Herc, sou Bambaataa
Kol Moe Dee e Grand Master Flash
Eu sou Nélson
Triunfo dançando
Se liga
cabra da peste
Sou Thaide
e Dj Hum
Vai lá pergunte a quem conhece
Sou Dj Rafa
e os Magrelos
Sou Viela 17
Sou a
história da São Bento
Isso e
muito mais
Seu Pepeu,
MC Jack, ND Naldinho
DMN, MRN e
Racionais
Eu sou a
força rap do litoral
Art Radical
Art Radical
Eu sou
Fumaça, Mocidade
Tocando um
som original
Sou Cambio
Negro, GOG
Consciência
X Atual
Sou Back Spin, Red crazy Crew
Sou Jabaquara, Old School
Santa Rosa, Dynamic Crew
Sou os dj
da velha escola
Gato Magro, Mamuth, Dj Hip
Gato Magro, Mamuth, Dj Hip
E os da nova geração
Sou a força
em movimento
O poder da
transformação
Sou Comando
DMC
Fazendo um
bate cabeça
Doctors
Mcs, RPW
Rap sem
perder a essência
Eu sou o
Melô do Tagarela
Começando
toda a história
Eu sou King
Combo, sou Tarântulas
Do passado
eterna glória
Eu sou os
gêmeos no grafite
E serei Leto
eternamente
Sou ,
Risca, Red, Américo,
Sou Mundano
Colorindo sua mente
Eu sou
Filosofia de Rua, Ruídos Negros
Fazendo rap
consciente
Sou
Sharylaine, Pameloza
Preta Rara,
Lia, As Trinca
Sou Nat
fazendo história
Nesse mundo
tão machista
Sou e serei
pra sempre
A diva do
rap Dina Di
Dj Primo
nos toca discos
Fazendo
você sorrir
Sou o mestre do Canão
Em memória eternamente
Um cérebro sobre rodas
Finado Coban
Das ruas de São Vicente
Sou o mestre do Canão
Em memória eternamente
Um cérebro sobre rodas
Finado Coban
Das ruas de São Vicente
Sou em constante crescimento
Batendo de
forma forte
Sou a
cultura nascida na rua
Cujo o nome
é HIP-HOP
Uma flor de despedida
Ela nunca ganhou uma flor
Muita dor, poucos amores
Chamada Maria, Maria das Dores
De tantos temores sonhava com flores
Era só pouco sol,
Girassol que girava ela observava
Sonhava com a flor
Não ganhou
Nem comprou pra si mesma
Um vaso de orquídea, um jasmim
Uma rosa enfim, quem dera?
Pra ela a flor que espera
Magia sincera, da flor que é tão bela
Era ela, Maria das Dores
Sonhava com as flores um dia partiu
Ganhou tantas flores
Levaram pra ela as flores mais belas
Que ela nem viu,
sábado, 30 de maio de 2015
Rei de Dahomey- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga
Rei
de Dahomey
Da
terra distante ele veio
Trazendo
mistério cultura e segredo
A
força da cura num simples estalar de dedos
Elevado
num pensamento
Como
o sopro de um vento
Caminha
o filho da anciã mais velha
Cuja
força emana da terra
O
corpo curvado do tempo
O
rei de Dahomey chegou
Pipocas
para recebê-lo
Saúdem
Omolu,
ATOTÔ!!!!!!!!!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Omolu- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga
Omolu
Como
o sol jamais olhado
Segue
o velho
Com
sua magia e mistério
Sua
cabaça de segredo
O
seu cajado de palha
Traz
consigo
O
ar frio da morte
E
o calor aconchegante da vida
Por
onde passa exprime respeito
Silêncio!
O
pai da ráfia chegou.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Viagem- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga
Viagem
Viajei
nas águas do meu passado
Na
dor do navio negreiro
Vi
o negro acorrentado
Vi
meu povo sofredor
A
orelha arrancada
A
pele toda marcada
No
chicote do feitor
Olha
o negro no corte da cana
Na
colheita do café
Pedia
a Oxalá proteção
Sem
nunca perder a fé.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Não vou trazer- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga
Não vou trazer
Trago a navalha afiada, guardada pra proteção
Trago no corpo as curas, as marcas da iniciação
Trago comigo a mandinga, a negaça desse ritual
Trago nos versos a cantiga e na mão trago meu berimbau
Toco o tambor que me guia, nas encruzas dessa vida
Nas aduras peço paz, ao guerreiro que me guia
Trago comigo a força e a luta do ancestral
Na palha da costa trançada, proteção de todo o mal
Trago palavra de fé, pedido de benção ao mais velho
Licença a dona das almas pra entrar no cemitério
Peço luz a quem me guia, e caminhos pra seguir
Pra combater os espinhos, que na vida vão surgir
Trago no rosto o sorriso, disfarçando o sofrimento
Só não vou trazer rancor, nem ódio dentro do peito.
Por Excelência
Por Excelência
Poesia é seita
Então aceita
Sem ofensa
A recompensa
Compensa
Quem pensa
De forma propensa
Entenda a sentença
Rima em excelência
Verso na cadência
Sem displicência
Causando incidência
Sem concupiscência
Com diligencia
Assim é feita
Na malemolência
Com leniência, iminência
Pertinência, coerência
Resistência
Que mantém firme
A chama da existência
terça-feira, 19 de maio de 2015
Da senzala pra favela- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu Gunga
Da
senzala pra favela
As
correntes se quebraram
O
cativeiro não existe mais
Liberdade!
Liberdade!
O
grito do negro
Ecoou
por toda a terra
O
sorriso de felicidade
Se
comparava com a beleza
Da
mais formosa flor
Era
o fim do sofrimento
Da
angústia e da dor
O
tempo passou
E
o negro continua sofredor
A
senzala só modificou
Continua
úmida
E
sem as cores da aquarela
Trocaram
seu nome
E
hoje se chama favela.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Poesia escrita em homenagem ao coletivo de mulheres negras "Não mais, não sinhô"
Não mais,não sinhô
Não mais, não sinhô
Não mais serei sua mucamba
não mais serei a ama seca
Que alimenta a boca dos seus
Enquanto morrem os meus
Sem direito,sem respeito
Não mais, não sinhô
Não mais serei a caça predileta
Exposta para exibição
E alegria dos seus
Não mais não sinhô
Não mais serei chacota
Pela cor da minha pele
Sua palavra não me fere
Meu escudo é de palha trançada
E afasta os vermes
Não mais, não sinhô
Não mais permitirei
Suas palavras zombeteiras
Sobre o crespo
O belo dos meus cabelos
Não mais não sinhô
Não mais, não mais
Não sinhô não sinhá
Não senhora
Mas digo sim sinhô
Sim sinhá sim senhora
A hora mais temida
Pra você é agora
Onde um Quilombo aflora
Em cada coletivo
Em cada sarau
Em cada coração
Que hoje tem a África
Nascida dentro de si
Não mais não sinhô
Não mais seremos seu cardápio predileto
Acostumados com seu resto
Não mais não sinhô
Não mais não sinhô
Não mais.
Não mais serei sua mucamba
não mais serei a ama seca
Que alimenta a boca dos seus
Enquanto morrem os meus
Sem direito,sem respeito
Não mais, não sinhô
Não mais serei a caça predileta
Exposta para exibição
E alegria dos seus
Não mais não sinhô
Não mais serei chacota
Pela cor da minha pele
Sua palavra não me fere
Meu escudo é de palha trançada
E afasta os vermes
Não mais, não sinhô
Não mais permitirei
Suas palavras zombeteiras
Sobre o crespo
O belo dos meus cabelos
Não mais não sinhô
Não mais, não mais
Não sinhô não sinhá
Não senhora
Mas digo sim sinhô
Sim sinhá sim senhora
A hora mais temida
Pra você é agora
Onde um Quilombo aflora
Em cada coletivo
Em cada sarau
Em cada coração
Que hoje tem a África
Nascida dentro de si
Não mais não sinhô
Não mais seremos seu cardápio predileto
Acostumados com seu resto
Não mais não sinhô
Não mais não sinhô
Não mais.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Homenagem ao grande mestre do cancioneiro popular Bule- Bule
UM VERSO PRO VERSADOR
De uma voz sem igual
Um canto de maestria
Sobre o timbre da viola
Os versos que vem da Bahia
Traz um sorriso no olhar
E um brilho ancestral
Poeta daqui popular
O seu canto é magistral
É doce ouvir seu cantar
Como um griot da mãe África
Saberes da oralidades
Transmitidos feito mágica
O mestre de nome Antônio
De Antônio o nascimento
Sua canção popular
Nos traz mais conhecimento
Sambador juramentado
Do cordel a repentista
A terra que ele brotou
Já lhe fez nascer artista
A terra de mestre Bimba
Mestre Pastinha e Jorge Amado
nos deu o mestre Bule Bule
Versador sacramentado
Nego Panda 16/01/2015
De uma voz sem igual
Um canto de maestria
Sobre o timbre da viola
Os versos que vem da Bahia
Traz um sorriso no olhar
E um brilho ancestral
Poeta daqui popular
O seu canto é magistral
É doce ouvir seu cantar
Como um griot da mãe África
Saberes da oralidades
Transmitidos feito mágica
O mestre de nome Antônio
De Antônio o nascimento
Sua canção popular
Nos traz mais conhecimento
Sambador juramentado
Do cordel a repentista
A terra que ele brotou
Já lhe fez nascer artista
A terra de mestre Bimba
Mestre Pastinha e Jorge Amado
nos deu o mestre Bule Bule
Versador sacramentado
Nego Panda 16/01/2015
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Lançamento do livro Na cabaça do meu Gunga e bate papo com o escritor Nego Panda
O Sarau Encontro de Utopias traz para essa edição nessa terça feira dia 21/10 a partir das 19:00, o escritor Nego Panda para um bate papo literário e lançamento do livro "Na cabaça do meu Gunga". O encontro ocorre na biblioteca Monteiro Lobato- rua General Jardim, 485- São Paulo.
Confira a programação do evento
Sarau das Ostras no Circuito de Cultura Popular em Praia Grande dia 19/10
O Circuito de Cultura Popular traz para Praia Grande uma série de atividades artísticas, música, dança, capoeira, maracatu, contação de histórias, teatro e poesia com Sarau das Ostras. As atividades artísticas ocorrem do dia 16/10 ao dia 19/10 para o público de diversas idades. Confira a programação e se prepare para viajar pelo incrível mundo da arte.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Minhas Raízes
Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar
Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar
Ouço o tocar da biriba
O som que irradia e me traz emoção
Trago dentro do peito
Raízes no meu coração
Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar
Trago a cultura de um povo
Herança do negro que se libertou
Longe daquela mentira
Escrita com a pena que o livro contou
Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar
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