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Poesias e músicas

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Boca do mundo

Lírios coloridos
Em perfeita harmonia
Pássaros cantando
Um soneto de melodia
Uma ode para o amor
Em declaração sutil
Declaração de paz
Pela boca do fuzil
Quem que caiu
Por  falsidade  a traição
Irmãos simples cordeiros
Amigos da opressão
Veste a camisa em lado oposto
Lavam suas mãos lavam seus rostos
Verdadeiros traidores
Vendendo falsos valores
Domados e domadores
Um circulo dos horrores
Adorando seus senhores
Socializo meus valores
Distribuo meus amores
Em lindos versos com flores
Sem esquecer nossas dores
Um espinho em cada verso
Um alento, um acalanto
Uma declaração de culpa
Pois não nasci pra ser santo
E quantos que  julgam que se julgam
Salvadores da nação
Quantos vendidos por migalhas
Num mar de desilusão

Ergo as mãos peço Axé
Sigo firme na fé
Na encruzilhada a boca do mundo
Exu que me guia me mantém em pé

Velas oração
Ebó pra proteção
Quantos são os caminhos
Em meio essa imensidão
Falta de amor quem prevalece
Rancor que nos envelhece
Nosso povo marionete
Sem estudo se empobrece
Chibateia  os próprios seus
Se acorrenta em erros seus
Se amordaça
Usa a fala do caçador
Mesmo ainda sendo a caça
Rasga a carta do tratado
Que não traz dignidade
Erga o punho em prol da luta
Tributo a ancestralidade
Então trema a casa Grande
Pois a luta é quilombola
Trilhando um bom caminho
Escrevendo nossa história

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Samba merece respeito, faz parte das nossas Raizes

Se o Samba é de Raiz

Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba

Meu samba não anda em Ré
Só Fá la em tom Maior
Meu samba traz
A força e a coragem
De quem luta pra melhor

Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba

Meu samba é do pé do Morro
Meu samba é partido alto
Meu samba tem a força e o swing
De dona Edith do Prato

Se o Samba é de raiz
Qual raiz tem meu samba

Meu samba remete ao passado
Herança dos ancestrais
Meu samba pode ser canção
Ser samba de breque
E até muito mais

sábado, 20 de maio de 2017

Cordel

A impressora quebrada e o  pen drive desaparecido 

Vou lhe narrar um fato
Que se deu a pouco tempo
Tentarei ser detalhista 
Em todo meu argumento 
Para que você conheça
Todo o meu sofrimento 
E entenda a aflição 
Que senti naquele momento 
Por conta de um tal pen drive
E seu desaparecimento 

Escritor e cordelista
fazendo minha produção 
meu tormento começou
Na hora da impressão 
pois a minha impressora 
Não funcionava mais não 
Não puxava o sulfite 
E só fazia um barulhão 
Agora voces entendam
meu suplício e aflição 

Continuando essa prosa
desse pen drive sumido
Procurei por toda a casa
Sem nem encontrar vestígio 
Pensei em colar cartazes 
Do tal desaparecido 
Será que foi sequestrado 
Por um malvado bandido
Quem souber mande notícia 
Pra esse amargurado amigo

Não podendo eu trabalhar 
Com a impressora quebrada 
Resolvi assistir um filme
Na sala da minha casa
Mas o bendito pen drive
Esse ninguém encontrava
Procurei por todo o canto
E nem vestigio de nada
Sem contar o outro problema 
Da impressora quebrada

Minha mulher veio pra perto 
Tentando me acalmar
A mesma se prontificou 
A ajudar a procurar
Mas por mais que procurasse
Nada da gente  o encontrar
Sem contar o tec tec tetec tec
Da impressora a importunar
Um barulho muito chato
Chegando a me azucrinar 

A essa altura acreditem
Eu ja tinha desistido
Resolvi largar de mão 
O tal desaparecido 
Esse assunto do pen drive
Foi dado por esquecido
Pois rodei a casa toda 
E nada desse sumido
Melhor arquivar o assunto 
Um caso não resolvido

E foi então que. eu pensei
Em buscar paz e sossego
Pois perdi um dia inteiro 
Nesse meu desassossego 
sem o filme pra assistir
no meu lar meu aconchego 
Saboreando uma pipoca
E uma limonada com gelo
Fui mexer na impressora 
Recomeçou o meu tormento 

 Ai então meus camaradas
foi pior que a encomenda
Pois troquei quatro por três 
Espero que tu me entenda
E consiga me ajudar
Nessa mais nova contenda
Pra por fim nesse embaraço 
E resolver meu problema 
Um pen drive desaparecido 
E uma impressora capenga 

O dia foi se  terminando 
E a noite ja se chegava
Eu querendo ir trabalhar
E essa impressora nada
Não dava sinal de vida
Pra imprimir a papelada
Será que é caso pra reza
Em casa mal assombrada 
Ou o moleque Saci Pererê 
Aprontando uma presepada

Valei-me oh  meu protetor
Não me desampare agora
Se for casa assombrada 
Me retiro e vou embora 
Pois não quero por minha mão 
Nessa caixa de Pandora 
Vela branca e uma reza
Pra esse mal sair pra fora
Se for ser de outro mundo
Que se vire e vá se embora 

Depois de eu tanto mexer
Nessa dita impressora
Eu Mexia e revirava
E ela não ficava boa
Cansado desse enrosco
Que eu Tive uma ideia boa
Vou levar essa danada
Onde conserta impressora 
Então levei o aparelho 
Pra quem tivesse a mão boa 

Eu La chegando começou
De novo o meu desatino 
Mexe revira e mexe
Solta pino aperta pino
Nem o moço dava conta 
De resolver esse pepino
Ele mesmo ja estava
Entrando em desalinho
Sem resolver a peleja
Já Chorava igual menino

Foi depois de algum tempo
Que se deu por encerrado
Sem precisar de exorcismo 
Pra esse enrosco danado
Onde o assunto impressora
Foi resolvido e sanado 
Você pode até achar
Esse assunto engraçado 
Pois foi dentro da impressora
Que o pen drive foi achado.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Poesia infantil

Soneto do menino arteiro

Na floresta tem um menino
Que é mesmo muito arteiro
Tem uma perna só,usa um gorro vermelho

Gosta de fumo de corda
E é mesmo bem levado
Uma diversão pra ele ,é trançar crina de cavalo

Quem na mata for entrar
Dele não pode esquecer
Leve um pedaço de fumo
Para não se arrepender

Assim como a curupira
O seu dever é os animais proteger
Faz parte do nosso folclore

Seu nome é Saci Pererê.

sábado, 6 de maio de 2017

Poesia infantil

Pérola negra

Menina preta magrela
Do cabelo pixaim
Maltratada na escola
Sem entender direito
O porquê

Humilhada a todo instante
Sem saber se defender
De nome de jóia rara
Não conseguia entender

Como ela, uma pretinha
Teria nome tão rico
Se as pérolas do mar
São brancas
E ela que se sentia um bicho esquisito

Então sua mãe lhe chamou
Para lhe explicar esse fato
Que realmente as pérolas
São brancas
Más existe um momento mágico,
Sublime, um tanto raro

Que entre as pérolas das ostras
Nasce uma diferente
Não é mais feia que as outras
E sim bem valorizada
Essa é a pérola preta
Por muitos cobiçada

Então sua mãe lhe disse:
Não me importa
O que se fala
Para mim você é,
Essa pérola bem rara

Sua história tem encanto
Tem reis rainhas princesas
Tem mulheres de valor
Nosso povo tem beleza

Então a menina entendeu
Tudo o que a mãe ensinou
E descobriu que nesse mundo
                                                                Cada um tem o seu valor

Uma poesia em homenagem à luta contra a escravidão em terras caiçaras

Quilombos Caiçara

Enquanto a luta persiste
Jabaquara existe
No coração guerreiro
De quem não desiste

Homens, mulheres
Punhos em riste
No coração ferido
Um sorriso triste

Na lembrança de Lacerda
A luta pela igualdade
Em terras caiçaras
O coração da liberdade

Antes da tão famosa e sonhada
Assinatura da Lei Aurea
A luta abolicionista
No reduto Jabaquara

Ganhou força Emancipadora
De Cubatão ao sopé do Monte Serrat
Pai Felipe anunciava
Liberdade vai chegar


Entre os toques dos tambores
Resistência cultural
Tornando Pai Felipe
Rei batuqueiro do litoral

Ainda seguindo na luta
Em prol da libertação
Na Ponta da Praia o quilombo
Conhecido Santos Garrafão

Trago um verso
Marcado de luta
Ai daqueles que falam que não
Desconhecem que as terras Caiçaras
Foram berço de libertação

sexta-feira, 5 de maio de 2017

8 de 3

Tem dias que prefiro 
O silêncio e a solidão
Em outros não

Quero o calor e o aconchego
Um abraço um doce beijo
Verdadeiro, 

Não quero ao meu lado
Alguns que se vendem 
Por 30 dinheiros

Enquanto observa
O povo na angústia
Sofrendo morrendo

Me avise 
Quando casas 
Não forem marquises

Me mostra
O sorriso da paz
Se é que ela não está morta

O frio nem sempre
Vai bater na porta 
Acorda

Que a corda 
Sempre arrebenta 
Do lado mais fraco.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Poesia em homenagem ao hip hop, respeitando a essência sem passado não existe história, obrigado a todos que vieram antes de mim construindo o chão que hoje eu piso

Sou

Sem passado pode crer
Não existiria história
Respeita os cara da antiga
Os que tão chegando agora
Eu sou o velho em nova fase
Renovado a cada dia
Sou os beat das antiga
Fazendo sua alegria
Eu sou Kool Herc, sou Bambaataa
Kol Moe Dee e Grand Master Flash
Eu sou Nélson Triunfo dançando
Se liga cabra da peste
Sou Thaide e Dj Hum
Vai  lá pergunte a quem conhece
Sou Dj Rafa e os Magrelos
Sou Viela 17
Sou a história da São Bento
Isso e muito mais
Seu Pepeu, MC Jack, ND Naldinho
DMN, MRN e Racionais
Eu sou a força rap do litoral
Art Radical
Eu sou Fumaça, Mocidade
Tocando um som original
Sou Cambio Negro, GOG
Consciência X Atual
Sou Back Spin, Red crazy Crew
Sou Jabaquara, Old School
Santa Rosa, Dynamic Crew
Sou os dj da velha escola
Gato Magro, Mamuth, Dj Hip
 E os da nova geração
Sou a força em movimento
O poder da transformação
Sou Comando DMC
Fazendo um bate cabeça
Doctors Mcs, RPW
Rap sem perder a essência
Eu sou o Melô do Tagarela
Começando toda a história
Eu sou King Combo, sou Tarântulas
Do passado eterna glória
Eu sou os gêmeos no grafite
E serei Leto eternamente
Sou , Risca, Red, Américo,
Sou  Mundano
 Colorindo sua mente
Eu sou Filosofia de Rua, Ruídos Negros
Fazendo rap consciente
Sou Sharylaine, Pameloza
Preta Rara, Lia, As Trinca
Sou Nat fazendo história
Nesse mundo tão machista
Sou e serei pra sempre
A diva do rap Dina Di
Dj Primo nos toca discos
Fazendo você sorrir
Sou o mestre do Canão 
Em memória eternamente
Um cérebro sobre rodas
Finado Coban
Das ruas de São Vicente
Sou  em constante crescimento
Batendo de forma forte
Sou a cultura nascida na rua
Cujo o nome é HIP-HOP

Uma flor de despedida

Ela nunca ganhou uma flor
Muita dor,  poucos amores
Chamada Maria, Maria das Dores
De tantos temores sonhava com flores
Era só pouco sol,
Girassol que girava ela observava
Sonhava com a flor
Não ganhou
Nem comprou pra si mesma
Um vaso  de orquídea, um jasmim
Uma rosa enfim, quem dera?
Pra ela a flor que espera
Magia sincera, da flor que é tão bela
Era ela, Maria das Dores
Sonhava com as flores um dia partiu
Ganhou tantas flores
Levaram pra ela as flores  mais  belas 
Que ela nem viu, 

sábado, 30 de maio de 2015

Rei de Dahomey- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga

Rei de Dahomey

Da terra distante ele veio
Trazendo mistério cultura e segredo
A força da cura num simples estalar de dedos
Elevado num pensamento
Como o sopro de um vento
Caminha o filho da anciã mais velha
Cuja força emana da terra
O corpo curvado do tempo
O rei de Dahomey chegou
Pipocas para recebê-lo

Saúdem Omolu, ATOTÔ!!!!!!!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Omolu- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga

Omolu

Como o sol jamais olhado
Segue o velho
Com sua magia e mistério
Sua cabaça de segredo
O seu cajado de palha
Traz consigo
O ar frio da morte
E o calor aconchegante da vida
Por onde passa exprime respeito
Silêncio!

O pai da ráfia chegou.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Viagem- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga

Viagem

Viajei nas águas do meu passado
Na dor do navio negreiro
Vi o negro acorrentado
Vi meu povo sofredor
A orelha arrancada
A pele toda marcada
No chicote do feitor
Olha o negro no corte da cana
Na colheita do café
Pedia a Oxalá proteção

Sem nunca perder a fé.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Não vou trazer- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu gunga

Não vou trazer

Trago a navalha afiada, guardada pra proteção
Trago no corpo as curas, as marcas da iniciação
Trago comigo a mandinga, a negaça desse ritual
Trago nos versos a cantiga e na mão trago meu berimbau
Toco o tambor que me guia, nas encruzas dessa vida
Nas aduras peço paz, ao guerreiro que me guia
Trago comigo a força e a luta do ancestral
Na palha da costa trançada, proteção de todo o mal
Trago palavra de fé, pedido de benção ao mais velho
Licença a dona das almas pra entrar no cemitério
Peço luz a quem me guia, e caminhos pra seguir
Pra combater os espinhos, que na vida vão surgir
Trago no rosto o sorriso, disfarçando o sofrimento
Só não vou trazer rancor, nem ódio dentro do peito.



Por Excelência





Por Excelência

Poesia é seita
Então aceita
Sem ofensa
A recompensa
Compensa
Quem pensa
De forma propensa
Entenda a sentença
Rima em excelência
Verso na cadência
Sem displicência
Causando incidência
Sem concupiscência
Com diligencia 
Assim é feita
Na malemolência
Com leniência, iminência
Pertinência, coerência
Resistência 
Que mantém firme
A chama da existência

terça-feira, 19 de maio de 2015

Da senzala pra favela- Poesia extraída do livro Na cabaça do meu Gunga


Da senzala pra favela

As correntes se quebraram
O cativeiro não existe mais
Liberdade! Liberdade!
O grito do negro
Ecoou por toda a terra
O sorriso de felicidade
Se comparava com a beleza
Da mais formosa flor
Era o fim do sofrimento
Da angústia e da dor
O tempo passou
E o negro continua sofredor
A senzala só modificou
Continua úmida
E sem as cores da aquarela
Trocaram seu nome
E hoje se chama favela.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Poesia escrita em homenagem ao coletivo de mulheres negras "Não mais, não sinhô"

Não mais,não sinhô
Não mais, não sinhô
Não mais serei sua mucamba
não mais serei a ama seca
Que alimenta a boca dos seus
Enquanto morrem os meus
Sem direito,sem respeito
Não mais, não sinhô
Não mais serei a caça predileta
Exposta para exibição
E alegria dos seus
Não mais não sinhô
Não mais serei chacota
Pela cor da minha pele
Sua palavra não me fere
Meu escudo é de palha trançada
E afasta os vermes
Não mais, não sinhô
Não mais permitirei
Suas palavras zombeteiras
Sobre o crespo
O belo dos meus cabelos
Não mais não sinhô
Não mais, não mais
Não sinhô não sinhá
Não senhora
Mas digo sim sinhô
Sim sinhá sim senhora
A hora mais temida
Pra você é agora
Onde um Quilombo aflora
Em cada coletivo
Em cada sarau
Em cada coração
Que hoje tem a África
Nascida dentro de si
Não mais não sinhô
Não mais seremos seu cardápio predileto
Acostumados com seu resto
Não mais não sinhô
Não mais não sinhô
Não mais.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Homenagem ao grande mestre do cancioneiro popular Bule- Bule

UM VERSO PRO VERSADOR

De uma voz sem igual
Um canto de maestria
Sobre o timbre da viola
Os versos que vem da Bahia

Traz um sorriso no olhar
E um brilho ancestral
Poeta daqui popular
O seu canto é magistral

É doce ouvir seu cantar
Como um griot da mãe África
Saberes da oralidades
Transmitidos feito mágica

O mestre de nome Antônio
De Antônio o nascimento
Sua canção popular
Nos traz mais conhecimento

Sambador juramentado
Do cordel a repentista
A terra que ele brotou
Já lhe fez nascer artista

A terra de mestre Bimba
Mestre Pastinha e Jorge Amado
nos deu o mestre Bule Bule
Versador sacramentado
                                              Nego Panda 16/01/2015

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Lançamento do livro Na cabaça do meu Gunga e bate papo com o escritor Nego Panda

         O Sarau Encontro de Utopias traz para essa edição nessa terça feira dia 21/10 a partir das 19:00, o escritor Nego Panda para um bate papo literário e lançamento do livro "Na cabaça do meu Gunga". O encontro ocorre na biblioteca Monteiro Lobato- rua General Jardim, 485- São Paulo. 
                                   Confira a programação do evento


 

Sarau das Ostras no Circuito de Cultura Popular em Praia Grande dia 19/10

O Circuito de Cultura Popular traz para Praia Grande uma série de atividades artísticas, música, dança, capoeira, maracatu, contação de histórias, teatro e poesia com Sarau das Ostras. As atividades artísticas ocorrem  do dia 16/10 ao dia 19/10 para o público de diversas idades. Confira a programação e se prepare para viajar pelo incrível mundo da arte.




quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Minhas Raízes


Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte

É ruim de derrubar



Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar

Ouço o tocar da biriba 
O som que irradia e me traz emoção

Trago dentro do peito
Raízes no meu coração

Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar

Trago a cultura de um povo 
Herança do negro que se libertou
Longe daquela mentira 
Escrita com a pena que o livro contou

Minhas Raízes são forte, feito o Baobá
E quem possui raiz forte
É ruim de derrubar

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